segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"A União Europeia e o Mercosul: relações presentes e futuras"

"Conferência Internacional sobre:
A União Europeia e o Mercosul  – relações presentes e futuras. O contributo do modelo da União Europeia para o desenvolvimento da integração regional na América-Latina
 
Coordenadores:
Prof. Doutor Fausto de Quadros e Prof. Doutora Elizabeth Accioly
 
Conteúdo:
 
A situação actual das relações entre a União Europeia e o MERCOSUL: o Projecto de Acordo de Associação entre a União Europeia e o Mercosul
Relações entre a União Europeia e o Mercosul: implicações das alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa em matéria de investimento estrangeiro e arbitragem internacional
O mecanismo do reenvio prejudicial europeu e das opiniões consultivas do Mercosul
A influência do presidencialismo e do parlamentarismo nos sistemas de integração regional
A integração nas Américas: Comunidade Andina de Nações (CAN), Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), União de Nações Sul-americanas (UNASUL), North American Free Trade Agreement(NAFTA)
O futuro das relações MERCOSUL-UE: políticas globais, regionais, económicas e sociais 
  
N.ª de horas:
15
 
Duração: 
5 a 7 de Dezembro de 2011 
 
Destinatários preferenciais: docentes, investigadores, estudantes, diplomatas, magistrados judiciais e do Ministério Público, especialistas em comércio, investimento e arbitragem nacional e internacional, advogados e advogados-estagiários, magistrados, empresários, especialmente os com interesse na América Latina, jornalistas, e outros interessados na comunicação social, público em geral."

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domingo, 5 de junho de 2011

"A União Europeia será mesmo estúpida?"

30 Maio2011 12:10
Eduardo Paz Ferreira

"Há algum tempo, e a propósito das conclusões do Conselho Europeu da Primavera


Há algum tempo, e a propósito das conclusões do Conselho Europeu da Primavera, interroguei-me se a rainha iria nua, procurando acentuar aquilo que me parecia ser a divergência radical entre o prometido e anunciado, patente nos escassíssimos e conservadores resultados alcançados. Daí para cá, tenho assistido, atónito, ao espectáculo da multiplicação de declarações, por vezes contraditórias e, quase sempre, incendiárias dos mercados por parte de responsáveis da União Europeia.

Com a sua capacidade analítica impar e o brilho da sua inteligência e cultura, o meu amigo José Medeiros Ferreira, tem comparado a actual situação europeia ao período final do Império Austro-Húngaro, com o poder caído na mão de uma burocracia desligada da realidade. Creio que tem absoluta razão e que a burocracia da União Europeia, que tanto tem contribuído para afastar os cidadãos da ideia de Europa, se limita a cuidar dos seus interesses, sem cuidar de saber de qualquer projecto europeu.

Quando vejo as declarações de Jean-Claude Trichet (e só posso antever que Mario Draghi, obcecado por mostrar aos alemães que é mais teutónico do que eles próprios, se não afaste muito do que tem sido a posição oficial e oficiosa do BCE) orientarem-se no sentido de impor à Grécia medidas claramente insuportáveis, ao mesmo tempo que o Banco Central Europeu começa a subir as taxas de juro, apesar do anémico crescimento da Zona Euro e da crise dos países periféricos, só posso interrogar-me se a independência dos bancos centrais será uma solução tão boa quanto aquilo que fomos levados a acreditar.

Ainda muito recentemente ("Público" de 22 de Maio) Dani Rodrik - ele próprio um importante economista - analisava os caminhos que levam os economistas a denegrir o valor da democracia, falando "(...) por vezes como se a alternativa a uma governação democrática fosse as decisões serem tomadas por magnânimos filósofos-reis platónicos - de preferência economistas" para concluir que "esse cenário não é nem relevante nem desejável. Por uma razão: quanto menor for a transparência, a representatividade e a responsabilidade de um sistema político, mais provável é que sejam interesses especiais a controlar as regras".

Aquilo que me parece verdadeiramente enigmático é, no entanto, a razão que leva os principais dirigentes políticos europeus a insistirem numa receita que ficou já amplamente demonstrado que só pode conduzir a péssimos resultados para os pacientes a quem for ministrada e, em última análise, a eles próprios ou aos interesses que representam.

Não faltam análises para explicar que as vistas curtas e a arrogância da Senhora Merkel e do Senhor Sarkozy se devem a preocupações eleitoralistas. Como as derrotas da chanceler alemã se sucedem e a popularidade do presidente francês se mantém baixíssima e a sua reeleição incerta, apesar do incidente Strauss-Kahn, sou forçado a não acompanhar a explicação.

Confesso que me esforcei muito por entender qual a racionalidade deste comportamento e que, generosamente, fui até levado a pensar que se tratava de um posição moral, ligada à protecção legitima dos investidores em títulos de dívida pública dos países ditos periféricos mas, ao verificar que se trata de aplicações que, a pretexto de serem de elevado risco, proporcionam uma remuneração muitas vezes superior à de uma aplicação segura, fui levado a concluir que não existe qualquer argumento moral em opor-se a que os credores sacrifiquem uma parte do seus ganhos, uma vez que a aplicação era segura.

Mas será que, não havendo explicação moral, haverá uma explicação de captura dos políticos por interesses financeiros?

Também aí parece difícil encontrar racionalidade de comportamento porque, ao insistir em programas de drástica austeridade, que apenas pioram a situação financeira dos Estados e a sua capacidade para respeitar os compromissos, enveredam os políticos europeus por um caminho totalmente lesivo daqueles interesses.

Lembrei-me, então, do brilhante ensaio de Carlo Cipolla "As Leis da Estupidez Humana" e da sua regra de ouro da estupidez - uma pessoa estúpida é aquela que causa um dano a outra pessoa ou a um grupo de pessoas, sem retirar qualquer vantagem para si, podendo até sofrer um prejuízo com isso. A nossa vida - recorda-nos o historiador italiano - "está também recheada de episódios que nos fazem incorrer em perdas de dinheiro, tempo, energia, apetite, tranquilidade e bom humor por causa das acções improváveis de uma qualquer absurda criatura, que surgem nos momentos mais impensáveis e inconvenientes e nos provocam prejuízos, frustrações e dificuldades, sem que a ela tragam ganhos de qualquer natureza".

A questão que me ocorre é, então, a de saber se, transpondo a análise de Cipolla para o plano das instituições, poderemos interrogar-nos sobre se a União Europeia é estúpida?

A menos - claro está - que tudo isto se reduza a uma complexa encenação, em que existe um plano B, cujos objectivos sejam expulsar do clube dos ricos, isto é da Zona Euro, umas populações mais escuras que, insidiosamente, se infiltraram. E os Irlandeses que, pelos seus olhos e pele clara, iludiram a Europa que, por um pouco, se esqueceu que os costumava tratar como os negros da Europa irá, também, pelo mesmo caminho. Não foram, aliás, eles, as ovelhas negras que votaram "não" num referendo ao reforço da integração europeia?

Não será isto que a Comissária Maria Damanski quis dizer?

E ainda mais uma pergunta - esta para a Helena Garrido - será mesmo possível que "os líderes do euro se convençam de que, seja qual for o país, de olhos azuis ou olhos negros, um problema de dívida não se resolve com taxas de juro cada vez mais altas e mais e mais austeridade. O fim deste caminho é acabarmos todos, incluindo a Alemanha e a França, sem o euro e sem pagar as dívidas. Um destino que ninguém deseja?"


Professor Catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, Presidente do IDEFF e do Instituto Europeu


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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sérvia aproxima-se da UE com a detenção do general Mladic

por Diogo Pombo
26 de Maio, 2011


Uma mulher passa diante de uma pintura do General Ratko Mladic nas ruas de Belgrado, capital sérvia ©AP

"A detenção do criminoso de guerra Ratko Mladic representa, aos olhos da União Europeia, uma prova de vontade da Sérvia em pertencer à comunidade. Assim o crê Jerzy Buzek, presidente do parlamento europeu, numa opinião partilhada pela própria NATO.
A notícia da detenção de Ratko Mladic, general responsável pela morte de cerca de milhares de sérvios de origem muçulmana, foi bem acolhida entre as hostes dos principais organismos europeus, escreve esta quinta-feira o diário El País.

«[A detenção de Mladic] é um passo importante para uma Europa completa, livre e em paz», vincou o secretário geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, que classifica a detenção como «uma oportunidade para que se faça justiça» ao homem «desempenhou um papel crucial em alguns dos momentos mais negros da história dos Balcãs e da Europa».

Para o presidente do Parlamento Europeu a detenção do antigo general «é uma boa notícia para a Sérvia e para a estabilidade da região». Jerzy Buzek destacou que o feito «dá um novo ímpeto ao processo de adesão da Sérvia à UE», pois a detenção tratou-se «de uma prova convincente dos esforços» do país.

O líder do Parlamento Europeu sublinhou ainda a cooperação que, aponta, a Sérvia está a reforçar com o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Jugoslávia, que «poderá avançar o seu caminho até à União Europeia».

O rasto deixado por um general

O general Ratko Mladic foi responsável pela morte de milhares de sérvios de origem muçulmana durante a Guerra dos Balcãs decorrida na década de 90.

Em 1995, o general foi acusado, conta a CNN, de crimes de guerra e contra a humanidade pelo Tribunal Internacional Criminal da ONU. A partir dessa data, o nome de Mladic passou a constar em acusações de genocídio, assassínio e actos desumanos, entre outros crimes.

O acto pelo qual é mais denunciado pela comunidade internacional será, porventura, o massacre que terá liderado, em 1995, ao enclave de Srebrenica, onde terão sido mortos perto de 8 mil sérvios de origem muçulmana.

O general sérvio de origem bósnia defenfia a limpeza étnica da região, e, a par do ataque a Srebrenica, terá igualmente dirigido o cerco à cidade de Sarajevo - actual capital da Bósnia Herezgovina -, que durou dois anos e causou a morte a milhares de pessoas."

In SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=20201

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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Fotografia da Semana


"2 setas."
"2 arrows."

Aeroporto de Bruxelas / Brussels Airport - 2008
Foi a 1ª fotografia que tirei na viagem a Bruxelas de Maio de 2008 dos alunos de E.E da turma de 2006 de Economia e Dinâmicas Territoriais da UE.


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(para verem as fotografias do blog em
grande carreguem em cima das mesmas!/2 C da picture in BIG press on it!)

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