quarta-feira, 28 de novembro de 2007

INDIELISBOA 2007 - Uma selecção de filmes

3 a 7 DEZEMBRO Segunda a Sexta 18h Reitoria – Sala de Conferências
Começa já no próximo dia 3 de Dezembro, segunda-feira, na Reitoria da Universidade de Lisboa, a segunda mostra de longas e curtas-metragens integradas na selecção do INDIELISBOA 2007. Diariamente, às 18h, oportunidade para ver, e rever, até 7 de Dezembro, uma selecção de alguns dos melhores filmes apresentados na última edição do INDIELISBOA, com especial destaque para a exibição, no dia 4 de Dezembro, da longa metragem “Balaou”, do realizador Gonçalo Tocha, licenciado e pós graduado pela Faculdade de Letras da UL, distinguida com o Prémio de Melhor Filme Português de Longa Metragem, um dos principais galardões do Festival. Uma parceria entre a Reitoria da UL e o INDIELISBOA que continuará na 5ª edição do festival, a decorrer entre 24 de Abril e 4 de Maio do próximo ano.
Entrada Livre
Programa
3 Dez. – Segunda-feira, 18h
I am a sex addict, de Caveh Zahedi, EUA, 2005, 98’
Caveh, o realizador e actor principal deste filme, reinventa-se e transforma-se num obsessivo e interessante problema: é viciado em sexo com prostitutas. O filme é constituído por narrações em que ele nos conta as histórias das suas tentativas frustradas de pôr fim a esse vício, e das relações que se destruíram por causa dele. A juntar à narrativa há entrevistas do arquivo pessoal do realizador. Entretanto talvez ele consiga encontrar a recuperação no chamado programa dos “12 passos” e com ela, a felicidade desejada... Com imagens de animação de Bob Sabiston (“Waking Life”), e uma rara participação dramática da lendária vedeta de filmes pornográficos Rebecca Lord, "I am a sex addict" é mais uma incursão de Zahedi na comédia, no seu melhor tom confessional.
4 Dez. – Terça-feira, 18h
Balaou, de Gonçalo Tocha, Portugal, 2007, 77’
“Faz agora sete meses que a Blé, minha mãe, morreu. Estou em frente do mar de São Miguel - Açores, a terra da família distante. Encontro a tia-avó Maria do Rosário, 91 anos, à procura do seu momento para partir. Fala-me de Deus. À sua volta, os bebés nascem. Todos passam pelo mar da ilha, negro, vulcânico. É aqui que encontro a Florence e o Beru, um casal francês que todos os anos cruza o Atlântico no Balaou, um barco à vela. Convidam-me a continuar a viagem com eles. Mando fora o bilhete de avião e faço-me ao mar alto. Dividido em três momentos e oito lições, “balaou” é uma viagem para aceitar o esquecimento das coisas.”
5 Dez. – Quarta-feira, 18h
Analog Days, de Mike Ott, EUA, 2006, 80’
A primeira longa metragem de Mike Ott é um provocador estudo dos comportamentos de um grupo de amigos que enfrenta a difícil transição da juventude para a vida adulta. Habitantes numa pequena localidade da Califórnia, têm os mesmos problemas que qualquer jovem em qualquer parte do Mundo. Dividindo o seu tempo entre a escola e part-times sem futuro, tentam ajustar-se à “vida real”, lutando para compreender os políticos, as suas carreiras e a sua vida amorosa. Um filme que, com muita sensibilidade, capta aqueles momentos da vida em que a única coisa mais incerta que o dia de hoje, é o dia de amanhã.
6 Dez. – Quinta-feira, 18h
Patterns 3, de Jamie Travis, fic., Canadá, 2006, 18'
A Ilha da boa vida, de Mercês Gomes, doc., Portugal/Índia, 2006, 24’
Zepp, de Moritz Laube, fic., Alemanha, 2006, 45’
"Patterns 3" faz parte de uma trilogia e encerra-a. Através da música Pauline e Michael revelam a natureza da sua enigmática relação e dos gestos, por vezes absurdos, com que comunicam. "A Ilha da boa vida", passado em Mumbai, antiga Bombaim, mostra-nos um complexo mosaico da existência humana. 24 horas do seu quotidiano, através de uma sucessão de imagens, sons e música intensos. Em "Zepp" conhecemos um homem, o agricultor Zepp, que planeou uma grande viagem com a mulher até à Islândia. Quando ela morre, poucos dias antes da partida, ele não hesita e contacta uma agência que promove encontros, com o objectivo de encontrar alguém que faça a viagem com ele. Contudo, as coisas não vão correr exactamente como ele imaginava…
7 Dez. – Sexta-feira, 18h
Life in Loops: a Megacities Remixe, de Timo Novotny, Áustria, 2006, 79’
“Um documentário musical experimental”. É assim que Timo Novotny descreve "Life In Loops". Partindo de “Megacities”, de Michael Glawogger, e recorrendo aos brutos que este realizador não utilizou no filme, Novotny editou tudo e juntou-lhe ainda novas imagens de Tóquio. Se isto por si só não bastasse, acrescente-se ainda a música dos Sofa Surfers que completa esta estrondosa viagem à volta do mundo. O arrojado filme é um regalo não só para os olhos, mas também para os ouvidos. A edição de Novotny acentua a simbiose entre imagem e música, à medida que o movimento se transforma em ritmos precisos. Novotny consegue transformar o sangrento trabalho do talhante numa espécie de coreografia de música clássica. "Life in Loops" é, ao mesmo tempo, fascinante e uma exigente experiência sensorial.
Organização: INDIELISBOA em parceria com a REITORIA

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