sábado, 23 de julho de 2011

Depois de França, a Bélgica proíbe o uso do véu islâmico em público

23/07/2011

por Lusa

"A lei que proíbe o uso público do véu islâmico, incluindo a burca e o niqab, entra hoje em vigor na Bélgica, o segundo país da União Europeia a tomar esta medida, a seguir à França.

A lei define uma multa até 137.50 euros e uma pena de prisão de um a sete dias para quem desrespeitar a norma que abrange não só o véu islâmico mas todo e qualquer artigo que cubra total ou parcialmente o rosto. A medida proíbe o uso desse tipo de roupa em todos os espaços públicos por razões de segurança.

Duas mulheres muçulmanas que usam o niqad já anunciaram que vão pedir intervenção judicial superior para o cancelamento desta medida por considerarem tratar-se de "uma ingerência desproporcionada" no exercício das liberdades fundamentais. O uso do véu integral é residual num país com 400 a 600 mil muçulmanos recenseados e onde apenas 200 a 400 mulheres usam o niqad (véu que cobre o rosto e só revela os olhos).

A França foi em Abril o primeiro país ocidental a impor a proibição de véus islâmicos em público. Desde então já foram multadas 30 mulheres. O novo regulamento francês prevê o pagamento de 150 euros por violar a lei. A infractores do sexo feminino também pode ser forçado a participar de um curso de educação cívica."

In Diário de Notícias

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

L'EUROPE résumée en 2 images !




PS: Gostaria de agradecer à Profª. Sara Albino pela sugestão!

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sábado, 21 de maio de 2011

Seminário Internacional : Eurocentrism and racism beyond the positivist order: the politics of history and education





"23 a 24 de Maio de 2011, 10h00, Aud. do Centro de Informação Urbana de Lisboa, Picoas Plaza, Rua de Viriato 13


[INSCRIÇÕES GRATUITAS]

On the 23rd and 24th May, the Centre for Social Studies will hold an International Conference to present and discuss the main findings of the project ‘Race’ and Africa in Portugal: a study on history textbooks, funded by the Foundation for Science and Technology (FCT). The conference aims at constructing a historically-informed debate on Eurocentrism and racism, bringing together international scholars that work on a diversity of approaches and disciplines, namely History, Anthropology, Political Sociology, International Relations, Sociolinguistics. Focusing on the politics of history and education, the conference will move the debate beyond the positivistic framings that have been characteristic of contemporary understandings of national identity, racism and knowledge in (post-)colonial Europe."



in

http://www.ces.uc.pt/eventos/anointafrodescendentes/index.php?id=3743&id_lingua=1

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Europa se vendeu ao diabo

" O que permitiu à Europa dominar Portugal, chegando ao extremo de lhe apresentar o que há de mais estrangeiro, de mais alheio à índole nacional como verdadeiramente nacionalista, foi o pecado de ter levantado como valores supremos da vida humana os do adulto, o saber, o trabalho e aquela sensação de sujeito-objecto que permite a filosofia, a ciência e a técnica. A Europa se vendeu ao diabo e o dinheiro que nisso ganhou lhe serviu para comprar Portugal. "

Agostinho da Silva; Um Fernando Pessoa; 1959

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Não é uma conferência,mas podia ser!

Sob o tema Crise e Conflitos - A Europa e o G20 falam, numa sessão pública, Miguel Portas, Fernando Rosas, José Goulão e Pezarat Correia. Vai haver debate!

Dia 1 de Abril (quarta feira) às 18 h na Casa do Alentejo (R.Portas de Santo Antão,58, ali logo ao lado do Coliseu e de não sei quantas mil marisqueiras!)

Depois,contem como foi!

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Mostra de Arte - TEXTO: "Europa Unida?"

Este texto está presente na Mostra de Arte relativa à semana da Europa, que decorre em frente às reprografias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

"
Europa Unida?

Cada vez mais, sinto viver numa redoma de cristal. Não é por cada vez que ligo a televisão ou abro o jornal ver imagens de crianças estropiadas, guerra, fogo, sangue e ódio. Já há muito que esse bombardeamento me fez entrar em estado letárgico. Simplesmente, comecei a confrontar aquilo em que me querem fazer acreditar com a realidade que constato à minha volta. Falam de uma Europa unida, que vive os seus mais prósperos momentos de sempre; jovens de várias cores sorriem de mãos dadas sobre um fundo azul com estrelinhas amarelas. E, apesar de acreditar que jamais em toda a História houve tanta gente a viver tão bem, não consigo deixar de pensar que vivo uma mentira. Porque perto de mim vivem pessoas em condições insalubres, gente que foi forçada a deixar o seu país de origem para ser recebida de forma hostil num lugar ignoto. Porque o chão que brilha e piso diariamente na minha faculdade é limpo por essas pessoas; porque para eu viver tranquila e confortável, essa gente invisível tem que suar e sofrer. É uma Europa onde todos têm lugar, ou deveriam ter. Sobretudo se considerarmos que foi a apropriação desmedida e a colonialização levada a cabo pelo nosso antepassado europeu a originar a maior parte dos conflitos com que se debatem ainda hoje os ditos países sub-desenvolvidos, e que continuam a ser alimentados pela mesma Europa unida e sorridente dos cartazes. Tornámos a sua vida insustentável na sua pátria mãe; quando fogem procurando abrigo, da mesma forma que poucos anos atrás nós, portugueses, fugimos, fechamos-lhes a porta e recambiamo-los com um carimbo na testa.

Não que eu seja contra o conceito de Europa Unida, pelo contrário. Sou até a favor do Mundo Unido, do Sistema Solar, do Universo. Acredito que a pluralidade pode coexistir com a unidade. Que não precisamos de prescindir da nossa cultura no novo mundo global: podemos transformá-la em algo ainda mais rico e vibrante, sem precisarmos de nos submeter ao culto da comida de plástico e da futilidade. Nunca houve tanto espaço para tanta diversidade; penso apenas que poderíamos tirar maior partido dela. Que em vez de ficarmos sentados no sofá a ver MTV e a jogar PlayStation podemos abrir os olhos e usufruir das enormes vantagens que advêm do encontro de culturas. Que podemos sorrir a quem connosco se cruza em vez de lhe dirigir um esgar de medo ou indiferença.

Sou pela Europa Verdadeiramente Unida, não pela Aparentemente Unida. E apesar de viver segura e feliz na minha pequena redoma, luto para lhe escapar porque acredito que a vida fora dela poderá ser, apesar de muito mais atribulada, ainda melhor. "


Dânia Rodrigues, Arqueologia – FLUL

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