quinta-feira, 26 de maio de 2011

Conferência Portugal, Que Futuro? - Uma Visão Prospectiva da Sociedade Portuguesa.



"O actual contexto económico português coloca exigentes desafios à sociedade e, em particular, às empresas e ao sistema bancário. Neste âmbito, o Jornal de Negócios organiza este encontro executivo com o objectivo debater e analisar os temas-chave da actualidade, em particular os seguintes:


- O impacto do plano de ajuda na definição da política macroeconómica portuguesa

- As consequências no tecido empresarial e na banca

- Os desafios que se colocam a Portugal na consolidação do défice e no relançamento da economia"

in https://www.eiseverywhere.com/ehome/24346/36350/?&

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Colóquio Olhares sobre os Jovens em Portugal

Apesar de ser um tema um pouco diferente do propósito do blogue, pensamos que este colóquio poderá abordar aspectos interessantes quanto à nossa condição, neste caso, de jovens estudantes universitários.
Para além disso, pensamos ser interessante abordar o papel da juventude
na sociedade e as principais medidas que podem ser direccionadas aos jovens.
Como tal, deixamos um apelo aos interessados. Participem e divulguem!






"Ser jovem é, actualmente, uma condição social cada vez mais diversa. Na família, na escola, nos espaços de lazer e de sociabilidade, nas sexualidades e afectividades, no confronto com a vida activa e na luta pela independência, o universo juvenil refracta-se numa pluralidade de experiências, culturas e percursos.

É, simultaneamente, um tempo de vida cada vez mais incerto. Num contexto global de crise económica e social, os desafios vividos pelos jovens nas suas múltiplas transições assumem contornos de acentuada vulnerabilidade junto de uns, potenciando também a criatividade nas respostas de outros.

Essas vivências nunca acontecem de forma isolada. Formal ou informalmente, as transições juvenis ocorrem em quadros de interacção com instituições e actores sociais vários, pautados por relações de cooperação e diálogo, de dissensão e conflito, ou ainda de pura indiferença e desinteresse mútuo.

Todo um espectro de atitudes informadas pelos olhares que, reciprocamente, partilham uns sobre os outros. Olhares muitas vezes orientados por pontos de vista preconcebidos e cristalizados, pouco fundamentados em conhecimento profundo e rigoroso sobre as realidades juvenis contemporâneas e os desafios que as caracterizam.

Através do colóquio Olhares sobre os jovens em Portugal: saberes, políticas, acções, o Observatório Permanente da Juventude do ICS-UL propõe-se, justamente, identificar e mobilizar diferentes olhares sobre as realidades juvenis vividas no país, visando construir pontes entre os vários actores sociais que as integram e nelas intervêm, fundamentadas em conhecimento rigoroso, profundo e actual.

Tendo como pretexto o Ano Internacional da Juventude, iniciativa declarada pelas Nações Unidas em Agosto de 2010, o colóquio Olhares sobre os jovens em Portugal: saberes, políticas, acções pretende não apenas fazer um estado da arte da produção científica nacional mais relevante sobre a juventude, mas aproveitar também esse momento internacionalmente simbólico para mapear, reflectir e debater sobre as políticas públicas mais recentes e as modalidades de intervenção social destinadas aos mais jovens e/ou empreendidas pelos próprios.

Público-alvo: Investigadores e estudantes de pós-graduação, decisores políticos, técnicos da administração, dirigentes associativos e técnicos de intervenção social. O colóquio Olhares sobre os jovens em Portugal: saberes, políticas, acções visa assim aprofundar o diálogo entre os diferentes actores que actuam nesta área, propiciando o lançamento de bases para novas parcerias de investigação, de redes de conhecimento para estudos e colaborações futuras neste domínio."
Para mais informações:

www.opj.ics.ul.pt/index.php/eventosopj/coloquiolhares

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Europa já não ama

Editorial, Jornal de Negócios, 16/05/11
por Pedro Santos Guerreiro

Há quanto tempo não ouvimos um responsável europeu dizer que "a moeda única é um êxito óbvio"? Há 24 horas.
Achamos que há um problema sem fim na Europa mas para a Europa o problema somos nós. De resto, "é um êxito". Óbvio.

Em entrevista ao "El País", Jean-Claude Trichet assume que a União Monetária segue melhor que a Económica. O presidente do BCE acrescenta que "a situação orçamental da zona euro no seu conjunto está muito melhor que a dos EUA ou Japão. O paradoxo é que temos alguns países numa situação muito má, que exige fortes ajustes." É uma maçada haver Grécia, Portugal e Irlanda. Por isso nos chamam periféricos.

Trichet não é político, é um "técnico". Do ponto de vista técnico, a sua análise está correcta. Mas revela bem o pragmatismo de uma Europa no momento da sua crise e da vulnerabilidade dos governantes eleitos à pressão dos seus eleitores. A ideologia solidária de Jean Monnet e Robert Schuman está no retrovisor mas não se vê mais pela janela.

Ao contrário do que proclamamos, na zona euro estamos todos próximos mas não estamos todos juntos. Não estamos sequer no mesmo barco: Portugal, Grécia e Irlanda passaram para o bote que vai atado ao navio-almirante. Presumir que é "um por todos, todos por três" pode sair-nos caro se provocar mais ilusões. A Europa sempre andou a duas velocidades. Mas agora os mais velozes olham para os outros (para nós) como peso morto que lhes atrasa o passo.


Estamos mais isolados do que queremos admitir. A saída do euro seria uma catástrofe para Portugal mas estamos a usar o argumento errado para nos garantirmos: que seria uma catástrofe também para os outros. Isso pode não ser verdade. O euro é mais importante para nós do que nós somos para o euro.

O argumento de que seremos socorridos porque temos dívida colocada em bancos estrangeiros é falacioso: se alemães, franceses e espanhóis nos ajudarem com dinheiro por causa dos seus bancos, podem preferir ajudar directamente esses bancos. E o argumento de que o ideal da União seria traído, sendo verdade, é apenas uma súplica final. De um dia para o outro, outros dirão que fomos nós que traímos esses ideais ao produzirmos as nossas falências depois das suas subsidiações. É uma visão egoísta? É. Mas não deixará um grama nas suas consciências.


Trichet é o primeiro a dizer (e será o último a deixar de dizer) que a ideia de exclusão de um país do euro é absurda. Como Barroso dirá até ao fim que a reestruturação da dívida da Grécia não acontecerá. Mas ela é possível. Acontecendo, há países que podem propor a expulsão da Grécia do euro. Nessa altura, quereremos estar noutro barco - isto é, fora do bote.

A Europa sofre pressões sem precedentes de eleitores fartos de pagar impostos e passar cheques. Os gregos e, depois deles, os portugueses são vistos como problema e pode decidir fazer-se o que se faz a um braço gangrenado: cortar para salvar o resto do corpo. Em Portugal, temos achado esse cenário impossível, ou porque "isso não se faz" ou porque nos presumimos indispensáveis.

O plano da troika é, mesmo, mas mesmo, uma última oportunidade, que temos de agarrar sem submissão mas com humildade. Só nós nos salvaremos, os outros apenas nos emprestam dinheiro. É bom acabar com a ilusão de que jamais nos deixarão cair e, em vez disso, olharmos para os compromissos brutais de redução dos défices. O plano da troika é a corda que ata o bote ao navio, mas uma corda também serve para forca.

Quando se corta a cabeça à galinha, o seu corpo corre acéfalo alguns segundos - e morre. Mas a Europa tornou-se um animal de sangue frio. E nós não somos a cabeça, somos a cauda da zona euro. E sem cauda vive o lagarto, mesmo se ela treme num estertor final.

in: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=484753

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domingo, 15 de março de 2009

"Portugal é de Todos"


A SIC, o EXPRESSO, a VISÃO e o AEIOU vão levar as tuas propostas para um Portugal mais positivo, realizador e livre ao poder político nacional e local e aos principais representantes da sociedade civil.
A sua contribuição será divulgada nos sites da SIC, EXPRESSO, VISÃO e AEIOU e entregue, no dia 25 de Abril de 2009, data em que se comemoram os 35 anos da Revolução dos Cravos, ao Presidente da República, a todos os grupos parlamentares, ao Conselho de Ministros, à Associação Portuguesa de Municípios e a diversas organizações representativas da sociedade civil.

Vê como participares em: http://aeiou.visao.pt/gen.pl?p=25abril

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